Um momento para falarmos da “Atenção na qualidade de vida”
Um momento para falarmos da “Atenção na qualidade de vida”
"O melhor presente que podemos dar ao outro é a nossa atenção." — Lawrence Freeman
Já parou para pensar que a essência do ser humano passa pela atenção? Casamentos, amizades e relações de trabalho são construídos — ou destruídos — por meio dela. Seja em um projeto, dirigindo ou conversando, se não houver foco, o resultado deixa a desejar.
Mas vivemos na era das telas, das redes sociais e das distrações. Quantas vezes você conversou com alguém enquanto olhava para o celular? Esse comportamento gera o que especialistas chamam de desconforto por falta de escuta.
O perigo da desatenção em casa e no trabalho
Pesquisas mostram os danos à saúde mental quando pais não prestam atenção de qualidade aos filhos, ou quando líderes ignoram suas equipes. Isso impacta diretamente a produtividade, gera cansaço mental e dificulta a fixação de memórias. Não por acaso, o tema ganha força até em normas regulamentadoras de trabalho, como a NR-1.
E por falar em números alarmantes, dados de avaliações psicológicas mostram que mais de 80% das pessoas avaliadas apresentam declínio significativo na atenção.
A atenção pode ser treinada?
A boa resposta da ciência é: sim. A atenção é uma função cerebral que pode ser treinada com grande êxito. Quando a mente divaga constantemente, é como se nosso sistema imunológico mental estivesse comprometido, abrindo espaço para o estresse e a ansiedade. Em contrapartida, uma mente focada traz de volta a criatividade, o bem-estar e o momento presente.
A palavra "atenção", em latim, significa inclinado a cuidar, zelar e dirigir-se ao outro. Como bem lembra a psicóloga Rosania Maria da Silva: “Eu vejo você, eu escuto você... talvez seja a mais nobre forma de cuidar, a atenção dá o sentido existencial ao outro”.
Fica o questionamento: e se, desde a infância, escolas e famílias despertassem para o valor da atenção como uma "imunização psicológica"? Reduziríamos a insatisfação nas empresas e construiríamos laços muito mais fortes em casa.
Rosania Maria da Silva é Psicóloga e Neuropsicóloga especializada em Avaliação Psicológica (com atuação na área há mais de 30 anos), Mestre em Psicologia da Saúde e Gerente Regional do Super Cérebro Rondonópolis.






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